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A indústria de Xàbia: a bebida que varreu o século 20, o refrigerante

Abril 28 da 2024 - 08: 30

Em meados do século 1950, por volta de XNUMX, uma das bebidas da moda que reinava nos Estados Unidos entrou na Espanha. Foi o refrigerante. Um produto pioneiro na história das bebidas refrescantes que evoluiu ao longo do tempo e foi elaborado em diversos sabores.

A bebida com água gaseificada popularizou-se e praticamente fazia parte da mesa diária das famílias. Os mais conhecidos, a nível nacional, e que ainda estão activos foram A Senhoria e a Revoltosa, mas Xàbia teve que fazer a sua parte nesta produção e foram várias as empresas que iniciaram a criação da Gaseosa.

Especialidades Serrat

A primeira fábrica de refrigerantes promovida em Xàbia foi a 'Especialidades Serrat'. Foi na década de 50 pelas mãos de Juan Serrat. Esse negócio começou depois que ele deixou a parceria da fábrica de gelo com seu sócio.

O Refrigerante 'Serrat' começa a ser fabricado em uma garagem da Rua Doutor Borrull, passando depois para a Avenida del Colomer. Serrat era um empresário, por isso ele mesmo criou grande parte do maquinário para fazer essa bebida.

O refrigerante Serrat era feito em diversos sabores: cola, abacaxi, laranja, limão ou com vinho, mas o que mais fez sucesso foi o refrigerante simples. Foi feito com água gaseificada e um xarope composto por: água, ciclamato doce, sacarina, essência de limão com ácido cítrico e ácido tartárico. Uma fórmula que era a essência desta fábrica familiar em Xàbia em que trabalhavam entre 2 e 5 pessoas e se distribuíam em residências e bares, "os nossos primeiros clientes foram o Bar Espídos - o do Cinema Espídos - e os parques de merendas Arenal: nesfor, Delfín, Noy e Fontana", lembra Juan Serrat, filho do empresário da fábrica.

Crescimento da empresa: das Especialidades Serrat à La Goleta

O refrigerante estava varrendo Xàbia. A bebida começou a entrar em todas as casas e sua produção cresceu. Assim, a 'Especialidades Serrat' aumentou a sua produção e juntou-se ao grupo de fabricantes de Alicante e passou a chamar-se 'La Goleta'.

A fábrica estava localizada em Torrellano. Um armazém maior, mais industrial, mas que teve de fechar na década de 70. Mas mesmo assim, a família Serrat continuou, em pequena escala, a criar o seu próprio refrigerante e a fabricar sifões - água com gás - até que na década de 80 decidiu fechar. portas, "já não era rentável. Tínhamos mais negócios, cerveja, distribuição de bebidas e não podíamos fazer tudo”, diz Juan.

Montgonet, La Xabiera e seu posterior, Konga

A outra fábrica de refrigerantes que se instalou em Xàbia, também na década de 50, foi La Xabiera. Localizada na rua La Fuente, esta indústria foi promovida por Vicente Marzal, o tio Kiko Marí, que ao se aposentar juntou Pepe Chorro e Batiste Salvá.

Imagem: Soda La Xabiera

A sua dedicação aos refrigerantes vem da criação, no início da década de 50, da Industria Vincit SL - batizada com o nome da palavra latina 'você vencerá' -. Faziam vinho caseiro e montavam uma adega onde engarrafavam e vendiam vinho e cerveja. “Lembro-me que era a cerveja Azor e depois a El Aguila”, conta Pepe Marzal, irmão de Vicente, que também trabalhou na empresa. “Fizemos jarras de vinho de 2 e 4 litros”, diz Marzal.

Envolvido nesse negócio de venda de bebidas está o químico Rafael Echagüe que criou, com laranjas da horta de seu sogro, Juan Bautista Guardiola, o refrigerante de laranja, montgonet, e pede sua colaboração para distribuí-lo. Dada esta novidade, esta empresa de bebidas de Xàbia começa a produzir um novo refrigerante com sabores: laranja, limão e cola, além do refrigerante normal, sob o nome The Xabiera; também fazendo sifões -água gaseificada-.

O sucesso dessa bebida, o refrigerante, que já era fabricado em diversos locais da região, levou à criação de uma associação distribuidora em poucos anos. Foi por volta de 1957 - 1960 que se formou a Carbónicas Levantinas SL, agrupando assim diferentes marcas numa só chamada 'Konga'. A nova empresa compra um poço e instala-se na estrada Pego-Oliva.

Imagem: Garrafa de refrigerante Konga

Konga continuou avançando ano após ano, mas agora fora da essência da Marina Alta. A marca foi adquirida por outra empresa, nacionalizando-se e criando garrafas de dois litros e plásticas.

Os contêineres

Outro aspecto que chamou a atenção dessa bebida gaseificada foi a embalagem. O refrigerante era colocado em garrafas de vidro transparentes que permitiam ver a cor da bebida, aromatizada ou não. Seu fechamento também foi único. Era uma rolha mecânica com cabeça de porcelana e borracha que criava vácuo para o produto.

No caso da Especialidades Serrat, as primeiras garrafas de refrigerante eram pequenas, 1/3, tornando-se posteriormente maiores, com capacidade para 1 litro.

As garrafas da Xabiera, da Goleta ou da Casera também tinham capacidade de um litro, sendo os recipientes retornáveis, que eram limpos com máquina e reabastecidos.

3 Comentários
  1. Erika diz:

    Artigo muito interessante. Tenho alguns sifões, que levamos para reabastecer, e lembro-me do refrigerante Konga.

  2. Mike Steel diz:

    Lembro-me de uma excursão à fábrica Konga organizada pela escola. Da Xábia à fábrica, mostrando-nos como tudo funcionava e depois uma degustação do produto. Ficamos doentes com a quantidade que bebemos?

  3. saen diz:

    Informação interessante
    obrigado


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